
Já que a justificativa faz-se necessária, eu sou Lívia Maria, 24 anos, solteiríssima como sempre, e no momento, arrasadérrima... Ôôô derrota...Esse jeito de ser confusa não me agrada! Apesar da constancia, não me sinto acomodada à tal situação... é dificil, e mais difícil ainda é admitir que é dificil... Hoje entendi que para que as coisa aconteçam nas nossas vidas é necessário que nos aconteçam coisas assim como as coisas que aconteceram hoje, coisas que não dependem só de você... coisas que você não se pode fazer por si mesmo, coisas que você queria que fizessem por você talvez... Você acorda, se anima, se programa, se imagina e se frusta mil vezes em um só segundo, mas no final você se mantém! Se sustenta porque é preciso, se suporta porque sim, se ignora porque, o que se tem mais a fazer? Se aceita graças ao todo. Todo esse eu que compôs a melodia que hoje toca a minha vida como um mau artista ainda insiste em se apresentar em um bolero sofrido e barato com desejo de ser a mulher bossa nova presa em mim, querendo ser o heavy metal preso nas gargantas das antigas adolescentes de 80, tentando ser o samba alegre e destemido, sendo o funk vulgar, mostrando a beleza requintada das óperas ainda aclamadas, repercurtindo como uma nova voz que canta os mesmos versos, mas sendo somente o bolero que assombra as angustias de ser um ser.
