quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Por fora, um conceito seu...


E de repente a gente cresce mesmo sem querer e aí põe óculos de grau, aparelho, aquelas espinhas que não te abandonam também parecem ser colocadas estrategicamente ali para compor o “visu”, e sem contar na deformidade corporal que é bom nem começar a comentar. Que bom!!!
Que bom???
Isso, vai dizer que não foi ali, a partir daquela data, que você pela primeira vez olhou pra dentro de si mesma e esse olhar te fez sentir uma coisa explodindo por dentro, no caso, um coração, cheio de tudo, e ao mesmo tempo vazio. Vazio sim, pois nada satisfazia ou explicava tanta coisa. Tanta coisa...
Algumas pessoas saíram dessa fase rapidamente, e ai sim, tiveram tempo de olhar para fora de novo e ver que aquele cabelo armado não é o cabelo que ela quer ter pra sempre e que um salto alto deixa a batata da perna dela maravilhosa e não esta nem aí se os homens reparam ou não nisso, ela gosta, ela se gosta!
Mas, assim como a vida é cheia de mas (e más intenções), isso não é obrigatoriamente uma regra, ok?! “cada um cada um, cada lugar um lugar...”. Chega uma hora que se é obrigado a voltar o olhar para fora, você se preocupa, se veste, se sente, se entende, se habitua e se inventa, esta na hora de ser, a de crescer já foi. E mais derepentemente ainda você é alguém, e agora, o que fazer com isso?
Estou com areia nos olhos, ouvindo tudo, fazendo tudo, sentindo tudo enquanto meus pés não sabem onde me levar, e se sabem, não me avisaram nada e com a vista turva fica difícil enxergar o caminho. O meu conforto é meu coração, ele me diz muita coisa mesmo quando insiste em não dizer nada, o silêncio me diz quando erro, quando acerto, e mesmo errando, meu coração me afronta, me testa, me amedronta, me surpreende e assim sereno finge que me entende.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

É isso aí!!!


E pra variar, me peguei mais uma vez pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo. Parei um pouco no meio daquela conturbada introspecção e ouvi uma voz que não sei ao certo dizer se era da razão ou do coração, essa voz não gritava mas era muito nítida, um sussurro ininterrupto, comecei a incomodar-me.
Dentro daquela bagunça sentimental ainda consegui manter-me sob controle apesar de estar com o maior nó na garganta que já tive e com as lagrimas mais prontas a espera somente de um pretexto real pra começarem a rolar.
Tentando ter uma visão panorâmica dessa experiência me senti totalmente isolada e sem lugar nenhum ponto de apoio ou foco a seguir, continuei ali, sem saber ainda o que pensar, dizer, sentir ou simplesmente como agir.
Apesar de toda confusão, do nó da garganta não sumir, estou conseguindo manter a situação sob controle, com as coisas nos seus devidos lugares, parece que descobri que Papai Noel não existe, mas que bicho papão também não.
E assim volto a meus afazeres, aos meus porquês? aos meus pra que? pensando ainda nos “se” da vida, agonizando as possíveis revoltas e as prováveis decepções.