quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Good luck!


Não é que eu discorde da boa vontade das pessoas, mas às vezes não consigo ver sinceridade no dito sentimento de tais seres. Parecem coisas vãs, sem pretextos, sem fundamento ou qualquer tipo de lógica, parece falso, inexato, incapaz, incomparável aos meus... Meus sentimentos são tão afloráveis e inesperados que às vezes nem sei direito como agir diante deles, pareço tola e inexperiente apesar dos tantos anos. Logo eu que me privo de falar o que não querem ouvir, fico parecendo marionete diante das circunstâncias.

E assim vai, eu e a indignação andando lado a lado, ouvindo falar de Deus por pessoas que às vezes não sabem reconhecer o Deus que em mim vive, sentindo ser sugada por aqueles que pensar ter Jesus como zelador de suas vidas, mas só o acusam de ter-lhe dado uma oportunidade.

Não acredito que haja pessoas que não orem, mas repudio as pessoas que oram, mesmo que iludidas, pelo Deus que lhe convém, é fácil ser quem somos sozinhos, difícil é se estender a alguém! Difícil é ser quem somos diante do que é certo e talvez até sucumbir ao que é errado, difícil é assumir que não somos tão bons assim!

Eu acredito que as palavras certas vem de pessoas também certas, dada uma hora, lugar ou contexto, mas se isolarmos o caso, tudo o que foi dito foi em vão. O que é certo é eterno, o justo é eficaz, o cuidado vem desde sempre. Isso não nos evitará possíveis desconfortos ou decepções, mas a íntima sensação de dever cumprido é o mérito que devemos reconhecer diante de tantas injustiças. Nossos triunfos, só nossos, aqueles que a gente não expõe, aliás, nem nos é capaz, é a aquela leve e serena sensação de simplesmente deitar e dormir! Como é bom!

Cansei de me arriscar, de tentar mover montanhas, mudar o mundo ou simplesmente lavar a louça, quero fazer o que me der e convier. Pegar uma mala e sair por aí, ou deitar a tarde e deixar-me iludir, correr riscos, leves doses de adrenalina, altas doses de endorfina, ser quem sou ou talvez experimentar quem não sou! Who cares?

Vou orar, rezar, pedir, enfim, traduzam como quiserem, para que eu, no mínimo não me corrompa, me sinta capaz, não me acovarde, que tudo de melhor me influencie, me contamine, só não interfira no ser que eu sou.

Minha fé, religião, preceitos, crendices, regras, princípios, prazeres, conveniências, modos, tempos, concordâncias, passado, presente e futuro somente a mim pertencem e a partir de agora não é mais admitido tentar intervir a respeito disso. São minhas manias, meus jeitos, meus disfarces, minhas taras, taras minhas. Minhas obrigações, meu papel, não estou num palco de um show que tem hora pra acabar, então, se não estiver satisfeito comigo, me elimine de vez da sua novela!

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Da vontade de desistir, abandonar, simplesmente deixá-lo ir... Decidir que a partir de agora nada me aconteceu, que você foi só mais um que passou, mais um caso, mais uma transa, mais uma dor de cabeça, só mais uma lágrima, vários dos meus suspiros...

Não queria me esquecer de você, só queria me lembrar de você de outra forma, com carinho, sem remorsos, sem nada a dizer, com sensação de dever cumprido, sem esperanças, com compaixão, com serenidade, sem medo!

Desistir, te deixar ir, pra qualquer lugar que seja fora de mim. Não precisa ser longe, só necessariamente do lado de fora. Queria poder esquecer que dentro de mim habita seu sorriso, meus, seus, nossos devaneios, simples carinhos. Não quero matar nada disso, não quero tragédias, não quero alarde, só quero que as lembranças cessem, e de uma vez por todas, por o famoso ponto final. Quero acordar, trabalhar, festar, estudar, descansar e não pensar, pensar só no que me convém desnudada do medo de seguir em frente sem ter você (como se de fato, eu o tivesse).

Imaginar além, no futuro, lembrar-me de você somente como um simples passado de um passado simples, olhar com ternura pra tudo que passei e agradecer cada pedacinho da minha história que tem você deixando o papel de galã de nome composto passando a ser um personagem que ficou sem função, sem pretensões, sem final triste nem feliz, apenas um final sem mim. E foi viajar... Pra perto ou longe, mas foi, partiu, saiu, sumiu, escafedeu-se pra fora de mim.

Parada aqui escrevendo, tentando aliviar essa inquietude de ter você dento de mim, fantasiando que já não tenho mais você, vejo faltar um pedacinho meu que ficou com você e nesse mesmo lugar um pedacinho seu que ficou aqui transplantado, intrínseco, acoplado e ainda vivo! Continuando o pensamento na renuncia a você, automaticamente me sinto renunciando a mim.

Qual o número do SAC da vida???



Penso eu que a insatisfação e o incomodo sejam combustíveis pra se ir mais além! Isto é, se você souber usar sua insatisfação e incomodo de uma maneira positiva, é obvio! O desconforto causado diante certo tipo de situação mostra quem você é de fato. Como você é capaz de agir diante de uma situação mostra sua hombridade ou acabam com ela em questão de segundos! Pense rápido, mas aja com cautela, não fale tudo o que lhe vem à mente, sempre precisamos de uma “carta na manga”!

Sair da nossa zona de conforto deveria ser um exercício diário, mas reclamar se esbravejar em vão só o tornam uma pessoa de convivência difícil, de pensamentos limitados, ignorante, no sentido literal da palavra!

Indignar-se e revoltar-se com certo tipo de atitudes e situações é uma coisa natural de todo ser humano, mas ao invés de reclamar, eu paro, penso, analiso e se me for conveniente, é claro, eu falo, mas não somente pra reclamar, quiçá apresentar sugestões pra cessar com tal incomodo.

“Quem não chora, não mama” fica só para os bebês que não tem argumentos, eu prefiro abster-me de comentários que não acrescentam em nada ou não são capazes de atingir a “parte” que incomoda. É claro que certas coisas haveriam de ser mudadas, mas se você parar pra pensar bem a fundo, tais coisas fogem da nossa alçada, se é que me entendem!

“Quem muito fala, pouco faz” deve ser o lema do ditado visto que temos apenas uma boca, dois, ouvidos, dois braços, duas pernas... Quem briga por tudo, não tem amor a nada, quem se opõe a tudo, não é a favor de nada!

“Na vida a coisa mais feia... É gente que vive chorando de barriga cheia!”

ps* E como tem gente reclamando!!!