terça-feira, 20 de setembro de 2011


Da vontade de desistir, abandonar, simplesmente deixá-lo ir... Decidir que a partir de agora nada me aconteceu, que você foi só mais um que passou, mais um caso, mais uma transa, mais uma dor de cabeça, só mais uma lágrima, vários dos meus suspiros...

Não queria me esquecer de você, só queria me lembrar de você de outra forma, com carinho, sem remorsos, sem nada a dizer, com sensação de dever cumprido, sem esperanças, com compaixão, com serenidade, sem medo!

Desistir, te deixar ir, pra qualquer lugar que seja fora de mim. Não precisa ser longe, só necessariamente do lado de fora. Queria poder esquecer que dentro de mim habita seu sorriso, meus, seus, nossos devaneios, simples carinhos. Não quero matar nada disso, não quero tragédias, não quero alarde, só quero que as lembranças cessem, e de uma vez por todas, por o famoso ponto final. Quero acordar, trabalhar, festar, estudar, descansar e não pensar, pensar só no que me convém desnudada do medo de seguir em frente sem ter você (como se de fato, eu o tivesse).

Imaginar além, no futuro, lembrar-me de você somente como um simples passado de um passado simples, olhar com ternura pra tudo que passei e agradecer cada pedacinho da minha história que tem você deixando o papel de galã de nome composto passando a ser um personagem que ficou sem função, sem pretensões, sem final triste nem feliz, apenas um final sem mim. E foi viajar... Pra perto ou longe, mas foi, partiu, saiu, sumiu, escafedeu-se pra fora de mim.

Parada aqui escrevendo, tentando aliviar essa inquietude de ter você dento de mim, fantasiando que já não tenho mais você, vejo faltar um pedacinho meu que ficou com você e nesse mesmo lugar um pedacinho seu que ficou aqui transplantado, intrínseco, acoplado e ainda vivo! Continuando o pensamento na renuncia a você, automaticamente me sinto renunciando a mim.

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