sexta-feira, 27 de março de 2009

O que você enxerga em mim?


Sou azul, amarela, cinza, verde, vermelha, rosa, roxa, marrom e assim vai. Tem dias que é inevitável acordar marrom, mas com o passar do dia vou me tornando mais clara e me torno rosinha. Às vezes acordo amarela, e o dia cinza misturado em mim não fica muito agradável, mas disso quase ninguém se lembra, sou muito mais lembrada nos dias e noites que estou pink, vermelha e as vezes no final das contas fico literalmente roxa. Azul, tenho acordado e dormido azul esses dias, passando por um verdinho, porque ninguém é de ferro, e voltando pro azul, azul claro. É tão bom ficar verde, mas do verde é fácil fácil tornar-se amarelo novamente, a ai volta o marrom... melhor parar por ai.
Bom mesmo é acordar vermelho e ter o dia amarelo com uma noite azul, ou acordar azulzinho e ter um dia cinza para alguma ocasião mais nobre, teve dias também que acordei rosa e o dia foi verde... e assim vai-se colorindo um quadrinho chamado “EU”.
Já pensei em ser preta, totalmente preta, retendo tudo e não emitindo nada. Preto assim, nem mais claro, nem mais escuro.
Estou tentando tornar-me branca, com um pouco de cada cor, na medida exata de cada uma delas, sem sobrar uma ou faltar outra, sempre combinando, quero ser branca para que você possa enxergar em mim o que você bem puder ou souber entender.

domingo, 22 de março de 2009

É bom ter medo




É bom ter medo...
Senti um pouco de medo hoje. Tenho vivido dias e situações que sempre imaginei, mas o novo sempre amedronta. Medo de ser amável, medo de ser durona demais, medo de ser injusta, quanto medo de ser injusta, mais medo ainda do que ser injustiçada.
Risadas, carinhos, prazerosas noites, dias abençoados de trabalho, noites de marasmo e olhos perdidos, dias repletos de sol e chuva, noites que eu gostaria que se repetissem... medo disso tudo acabar.
A plenitude dos meus sentimentos hoje se sentiu abalada, amedrontada e disse assim pra mim: “Isso ainda é muito pouco”, e eu respondi assim pra ela: “Alegria de pobre dura pouco!” rs
Eu sei, e mais importante, eu sinto que tudo isso não é vago, isso me faz sentir, e isso é muito bom! É muito bom saber que aqui tem um coração ainda cheio, fazendo sentir-me mais humana, menos egoísta e mais altruísta, com medo de julgar, de “olhar depressa demais”, precisando de uma rotina, assumindo sim que preciso das pessoas, mas cada dia mais, suficiente!