
Dispenso justificativas, fazer isso por causa daquilo ou dizer isso porque é lua minguante. Apesar das circunstancias vivo e ajo por mim mesma a mercê de mim mesma, independentemente do meu signo, ou da possível TPM. Sem desculpas, sem previa vontade, sem escândalos, com prazer!
Hoje sou assim, amanhã também serei, mais ou menos, mas sempre eu, com os gritantes defeitos e as quase ocultas qualidades, na destoante rotina de não saber o que fazer. Segundas de despedidas, terças de porres, quartas de dieta, quintas de muito sono, sextas sem opções, sábados staying alive, domingos de festa, segundas de alivio, terças, quartas, quintas, indo...
Todos os dias repletos de 24 horas preenchidos por mim sem espaço pra mais ninguém, egoísmo ou prioridades, ainda não aprendi a definir, bobeiras ou seriedades, inícios, fins e coisas inacabadas, um mundo que interfere indiretamente no produto final chamado eu.
Turbulentas calmarias e calmas turbulências, talvez brandos problemas ou difíceis indagações, sempre sozinha acompanhada de Deus aceitando tudo o que me é oferecido e tentando apenas não ficar doente nesse interminável teste de paciência e flexibilidade que a vida exige de nós. Com amor, só com amor, chega uma hora que é necessário crescer, encarar que apesar das mudanças em negrito, itálico e sublinhadas as pessoas continuam agindo igual. É como ouvi por ai: “É hora de alçar vôos mais altos”, to pronta pra assumir os riscos mas dessa vez estou mais confiante já que fui eu mesma quem dobrei meu paraquedas.

