quarta-feira, 23 de abril de 2008

Cadê a chave que tranca a janela???


Acordei querendo abrir a janela para não deixar a carga acumulada dos meus sonhos que sempre são sonhos e nada mais do que sonhos. Cadê meu ursinho querido??? Ele sim me fazia sonhar de verdade.
Essa redundância, esse desperdício de tempo irreversível faz cada vez mais eu ter aqui presente comigo todas as idades que já tive. Cadê meus discos de vinil? Eu cantava, dançava, imitava e realmente nada nem ninguém me importavam.
Ah!!! Cadê minha bicicleta? Nem lembro quanto tempo eu não subo em uma, e apesar da falta de talento para tal tarefa, eu conseguia andar em linha reta. Eu sabia andar de bicicleta. Eu aprendi, não sei se bem ou mal, mas eu aprendi, não lembro se demorou ou não, mas eu aprendi, não querendo andar sozinha, mas aos poucos me soltando, eu aprendi, dando e levando alguns sustos, eu aprendi... será que agora esqueci? Dizem que isso é coisa que a gente nunca esquece, e o que fazer com as coisas que devem ser esquecidas? Será que da pra aprender andar de bicicleta de novo? Brincar com o ursinho pimpão antes de dormir? Cantarolar e dançar ate suar... será que ainda da para fazer tudo isso de novo? Ah vai... todo mundo pode (ou pelo menos deveria) enxergar que viver nada mais é do que brincar!

“I’m playing the game... The one that will take me to my end... I'm waiting for the rain... To wash who I am.”

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