quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É tão estranho, os bons morrem jovens... Ao meu "BAPHONICO AMIGO"


E eu que sempre pensei que em momentos de sofrimento as palavras fluiam... Tudo mentira!!! Hoje, me pediram pra escrever uma homenagem pro Paulo, homenagem essa que será lida (se todos concordarem) no funeral do meu amigo! Que dor! Escrevi 3 linhas e parei, não conseguia mais pensar. Me vinha na mente cada gesto dele... tão marcante... um gentleman! Pedi ajuda pro Nando depois de muito tempo e muito grosseiramente sairam algumas palavras que com toda certeza não chegam aos pés do nosso tão amado amigo! Paulo, como eu ja disse hoje no Twitter, eu ja estava com saudades antes de você partir!



Deixe-me o apresentar, Paulo, como ele mesmo dizia era de personalidade
agridoce. Incomum no seu jeito de ser comum. Para muitos que não tiveram o privilégio de conviver e conhecê-lo melhor, tal personalidade poderia transmitir a falsa impressão de dureza, talvez sua auto-defesa, e as vezes até a sua intenção.
Pessoa de riso fácil que passou em nossas vidas e deixou uma marca especial em cada um de nós, marcas essas que são as particularidades que cada um de nos temos com ele, nossas lembranças...
Bastava um pouco de convívio para saber que encontramos nele um amigo. Aquele menino, sempre lembrado por dizer as verdades sem medos, não hesitava em buscar nossas qualidades e evidenciá-las, na tentativa de resgatar o nosso sorriso.
Uma vez ouvi falar que uma coisa que não se pode reciclar é o tempo perdido, e o Paulo fez jus a tal pensamento! Sempre disposto para o trabalho, para os amigos, para os esportes, sempre disposto e destemido para o que a vida tinha a lhe oferecer, hora de cara feia, hora de braços abertos, disposto e destemido pra o desse e viesse.
Não foram os sonhos dele que foram interrompidos, e sim os nossos sonhos com ele, para o Paulo cada um de nós fez o seu papel bem feito na vida dele, e se não foi bem feito, ele aceitou da mesma maneira. A vida não começa e nem termina aqui. O mais triste desse até logo que damos hoje é não ouvir os desejos de SUCESSO que sempre acompanhavam suas despedidas. Muitas vezes ele nem percebia que era uma peça muito importante na concretização desse voto e que, mesmo com todo o sucesso do mundo, ainda faltará o seu sorriso para compartilhá-lo conosco.
Ao nosso querido amigo Paulo Righetti Tavares, oferecemos esta singela homenagem, pois se fossemos escrever tudo o que ele significa a nós todos, acabariam as palavras de todos os idiomas e dialetos existentes e ainda assim, não seria o suficiente para descrever se quer o resumo do que foi a sua vida e o que ele sempre irá significar pra gente!
Obrigado por cada minuto desfrutado com você, Paulo.
E como você diria: SUCESSO!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


A vida é uma musica que com tempo e pouca paciência tento aprender a dançar. Seu ritmo indefinido e inesperado faz de mim marionete desengonçada que muitas vezes perde o rebolado. Essa música que eu não sei a letra, mas mesmo assim eu canto pra “não ficar chato”, e eu sei que pode parecer ridículo e fajuto como um ventríloquo, estou lá entoando algumas notas. Às vezes grito a musica que é minha vida, às vezes não tenho forças nem para sussurrá-la, mas mesmo assim, não paro, sem ritmo, desafinando... Eu vou cantando e dançando para quem quiser ouvir e ver.
Minha vida é a minha música que toca alto dentro de mim sem cessar e orgulhosa dela ou não, enjoada dela ou não, vou ter que aprender a disfarçar ou antecipar certas notas pra não fazer tão feio como, olhando pra trás, vejo quando, quanto e porque errei. Mas minha musica não pode parar, mesmo hoje tocando baixinho e quase sem vibração nenhuma eu vou ter que passar por mais esse embaraço. O tempo passou e talvez tais saudosas melodias eu não ouça e nem dance nunca mais! É fato que, se voltarem, já as ensaiei uma vez, se não, peço por coragem pra enfrentar mais essa estrofe.
Agora, depois de ter dispersado de tal forma minha música ao ponto dela quase ser apagada, só fico com medo de estragar o refrão, afinal de contas, na minha vida é ele que eu busco! Ta faltando refrão na minha musica e agora, apesar das trapalhadas antes apresentadas até aqui, peço licença porque se fez a hora de começar compô-lo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Encontrar na multidão...


Toda mulher precisa se apaixonar por um homem.
O primeiro homem que eu me apaixonei foi o meu pai. Que lindoooo ele era (e é), forte, destemido, um herói, engraçado, protetor, resumindo, completo! Depois me apaixonei na 3ª série e até me casei, (é sério), pode perguntar para as madrinhas, padrinhos e pro padre! (que micooooo). Por conseguinte, me apaixonei por JESUS, dispensa comentários né?! Lindo por dentro e por fora, olhar suave, abraço tenro, e o melhor de tudo, deu e dará sempre sua vida por mim! Tem como não se apaixonar por Ele? Duvido! Mas mesmo apaixonadíssima por ele, não consegui ficar no convento e vim procurar outra paixão...
Depois de muitos contratempos chamados por mim de paixões, cada um com seu nome de batismo , condição financeira, estado civil, todos eles sim, foram minha paixões. Hoje ainda me lembro de varias dessas paixões, umas com ódio, outras com magoa, outras com saudade, outros com carinho, algumas outras com vergonha, outras lembro por lembrar... mas lembro de varias das minhas paixões.
Atualmente e não sei porque, frequentemente,estou tentando racionalizar todas essas coisas,quase que como um processo mecânico e habitual, fico em duvida em procurar outras paixões que eu nunca senti ou se procuro relembrar as paixões que ainda me magoam, ainda me fazem falta, que ainda odeio, que ainda sinto carinho... enfim, a verdadeira paixão que me ensinou como é se apaixonar!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ei, você aí!


Como será que dever ser ser normal? Uma casa normal, um carrinho normal, um cabelo normal, um namorado de longa data, um emprego estável e planos de casamento e filhos? Como será ser assim?
Ei, você que é assim, isso é ser normal?
Como é ser assim, sem essas crises que eu tenho, sem esse coração saindo pela boca, é mais fácil? Como é não beber cerveja e não transar de luz acesa? Como é ta com seu diploma na mão? Me conta vai... porque eu nunca passei por isso!
Me conta como é ser a primeira da sala, acordar cedo de bom humor, ir a missa todos os domingos, gostar de gatos e passarinhos,não ser nem magra, nem gorda, enfim, como é ser assim tão diferente do que eu sou?
Eu sequer imagino como é ser dessa forma, agir de tais maneiras, boas maneiras, boas intenções, é fácil ser assim ou é preciso “manter a pose”? Você se controla, se pondera?
E aí? Você é assim mesmo ou só esta se policiando? Me conta como é ser você, porque pelo que vimos até aqui não é tão fácil assim ser eu, e será que ser assim como eu vale a pena mesmo? Vale a pena se conter um pouco, tomar um sossega leão diário e deixar meu eu quietinho, será que adianta? Será que vai passar? To pagando pra ver!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Em dias que se mata por ódio ou amor;
Em dias que as etiquetas são quase maiores que as roupas;
Em dias que tele-transporte é só questão de tempo;
Eu penso: Calma!

Em horas que se quer roer todas as unhas;
Em horas que é fácil chorar até secarem as lágrimas;
Em horas que dormir sem pretensão (ou vontade) de acordar;
Eu penso: Vale à pena?

Em noites que é só mais uma noite e vários copos;
Em noites que tem tudo pra dar certo;
Em noites em que o que menos se tem é sono;
Eu penso: Você quem sabe...

Em anos que passei desperdiçando, estudando, aproveitando e engordando;
Em anos que passo sendo moldada;
Em anos que passarei contabilizando quantos calma! Vale à pena? ou Você quem sabe;
Eu penso nesses conselhos que eu mesma me dei!

Ps* Se conselho fosse bom... Ninguém dava, vendia! Ditado popular...

terça-feira, 4 de maio de 2010

"You think you know me just because you know my name..."


Sempre usei meu 'psicologo' blog para expressar coisas nas quais eu penso, sendo palavras minhas, ou não!
(esse ou não é minha cara!)


"O amor real não existe quando duas pessoas estão grudadas, somente poderá ser estabelecido entre duas fortes pessoas que estão seguras de sua individualidade. Uma pessoa superficial somente terá relações superficiais. Caso queira uma verdadeiro amor, é fundamental desenvolver uma forte auto-identidade em primeiro lugar. O amor verdadeiro não está no ato de realizarmos o que a outra deseja que façamos, ou fingirmos ser o que na verdade não somos. O amor ideal é somente criado entre duas pessoas sinceras, maduras e independentes." (Daisaku Ikeda)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sixteen


Hoje comecei a fuçar numas tranqueiras ai... Coisas da adolescência, saudade! Meus pôsteres do Bon Jovi, cartinhas de fã clube, recortes de revistas de atores cuti-cutis que hoje em dia ninguém nem a Record acharam! Saudade! Lembrei de uma cartinha que uma amiga me mandou no meu aniversario de 16 anos, um papel rosa, fechado com um tipo de dobradura bem bonitinha! O presente, não me recordo, porque no caso, o cartão foi mais importante! Saudade...
A música era essa: Sixteen, do No Doubt (era fã também)
Dezesseis
Você é jovem
Com um sorriso de golfinho
Sem liberdade
Com seu corpo florescendo
Você já teve seu pequeno quintal
Protegido por grandes muros
Você nem ousava olhar por cima
Pois você era pequeno demais
Agora você finalmente tem dezesseis
E se sente velho
Mas eles não acreditam
Que você tem uma alma

Pois você tem apenas dezesseis
E se sente real
Mas você não consegue tirar esse sentimento
Por que eles nos forçam
A passar por essa metamorfose

Pequena borboleta
Não importa o quanto tente
Você será negado
Você será sufocado
Você é inexperiente e ingênuo

Pois você foi pego no meio do caminho
Você tem apenas dezesseis
Tente ultrapassar a linha
Mas as suas pequenas asas ainda não estão prontas
Você tem apenas dezesseis
E você é muito implicante
E não tem nada que possa fazer

Isso até pode agradar
"Essas crianças
A maioria não é tão má assim
São apenas produtos
De péssimos vizinhos
E situações ruins em família"

Você sabe que pode renunciar isso
Então sente-se e assuma
Dá pra ver que você não é maduro
Então não tente lutar contra isso
Você só tem dezesseis

Você quer espiar
Mas olham para você
Como se você fosse um louco
Bem, você só tem dezesseis
Com muito a dizer
Mas eles não vão
Fazer o seu dia

Você só tem dezesseis!
Você só tem dezesseis!!
Você só tem dezesseis!!!
Pobrezinho...

Legal né?! Pra mim, na época, essas palavras faziam um sentido enorme, e ainda tinha um ps dizendo para nos prepararmos para os anos seguintes nos quais seria necessário o uso de cremes faciais!
É esse dia chegou! E lendo isso, relembrando, resgatando um pouco de tudo, um misto de sentimentos, essas palavras ainda me fazem um sentido enorme, mas hoje com quase 26! Pobrezinha!
Como é engraçado ver o tempo passar e ver que os mesmos muros altos existem e sempre irão existir, só mudarão suas formas e tamanhos. Ver que o corpo ainda floresce, e que por mais novo que seja você sempre se sentira velho, ingênuo e inexperiente! O tempo passa e ainda existem negações e muita coisa a dizer, ainda te olham como louco, e você, por mais tente, queira ou insista, ainda não é maduro. E quem achar que é, põe o dedo aqui!

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Hoje me relacionei com vários tipos de pessoas, de ambos os sexos, de varias idades. Como é bom olhar nos olhos de cada um! Que desejo mais estranho de estar na pele de alguém.
Brilho. Como vi olhos que brilhavam, mas vi também olhos opacos, mas o porque eu não saberia dizer, poderia ser impressão minha, poderia ser a janela da alma mesmo. Cada idade, anos a mais, anos a menos que eu, anseios a mais ou a menos que eu, vidas diferentes. Olhei cada um ali como se fossem eu. Eu com tal idade ou tal condição, com tal carro, com tal ignorância, sem oportunidades, sem perspectivas, sem rumo, com prazer, com alegria, sem esforços, sem escrúpulos, um eu, em cada um deles. Um eu capaz de fazer tudo ou capaz de fazer nada.
Eu sou um pedacinho de cada dia de minha vida, sou um pedacinho de cada gesto feito ou recebido, de lagrimas e sorrisos, sou feita de erros, e muitos por sinal! Erros esses que me fazem enxergar cada ser unicamente, assim como DEUS nos fez, assim da maneira que eu me sinto única!
É obvio, você no meu lugar não faria diferente, você no meu lugar seria eu e esse direito de ser quem sou não dou a ninguém! Com muito orgulho, com muito amor!

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Sou do tipo de pessoa que consegue tranquilamente assistir a qualquer reality show e TV escola, por exemplo. Não é porque eu acompanho BBB e às vezes entre um jornal e outro sempre me pego assistindo TV Fama que eu seja mais ou menos , digamos, inteligente. O que isso tem demais? É proibido? Eu gosto de saber sobre tudo! Conheço na mesma proporção Marcelo Dourado, Marcelo D2, Marcelo Camelo, Marcelo Taz, Marcelo Madureira, Padre Marcelo e Marcelo Marmelo Martelo.
Quem me dera poder viver de TV, livros, revistas, filmes, dicionários e muitas e boas palavras cruzadas. Mas é uma árdua tarefa saber de coisas tão banais nas quais não tenho o mínimo interesse em saber. Sim... Tem coisas de que não precisamos saber. Se me importo com o sentimento dos que me rodeiam ou daqueles que aparecem cantando seus funks ou procurando namorado (a) em programas de televisão, não significa que quero saber se tem gente "invejando" seu #fds. Não quero tão pouco saber de maus sucedidos flashes back, crises e conflitos existências de adolescentes ou quiçá, de algumas intenções reais de se arrumar algum esboço de algo que se etitule "namorado".
Confesso. Uma fofoquinha sempre acontece, mas prefiro as deixar pra os dias ou momentos de completo ócio. Aí então, decidi preencher meus dias com coisinhas curiosas da TV, músicas, textos, livros de literatura, matemática, historias infantis ou com o jornal da região. Já no trabalho, vou enfiar a cara no com bom humor quando der, e quando não der, com paciência, disfarçando que meu maior desejo é que o relógio chegue às 6h.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Por ouvir uma música, por saber cantar outra e por interpretar algumas outras mais.


Eu me sinto feliz por vários outros acontecimentos, eu me sinto feliz por ter um coração, um ouvido... Meus órgãos todos aliados a mim!
Um coração, não um único, nem mil, um só, sólido, solo, saudoso, sonhador coração! Iludido? Talvez... Vazio? NUNCA! Em letras garrafais!
Sozinho por quê? Por onde? Como? Quando?
Quantos privilégios descubro em fazer essas mínimas perguntas! E outra, pra que perguntar? Pra que questionar? Com que propósito?
Eu ouço sussurros, a chuva, grunhidos, temores. Eu sinto o frio, o calor, o fervor. Eu sinto fome, cheiros, rancor. Eu tenho tato, pela pele, pelo olfato. Eu falo bobagens, verdades, e mais uma vez, vontades.
Eu sou escrava de mim, rendida a cada “Sim”, a cada “Não”, a cada “Talvez”, a cada “Nunca se sabe” e principalmente a cada “Eu entendo”.

quinta-feira, 11 de março de 2010



Sempre gostei de brincar falando de que eu seria imortal, até que me provassem o contrario!
Ai, morri! Rsrs
Engraçado... Sempre usei essa frase para situações um tanto quanto absurdas, e no fim das contas, percebi que morro todos os dias. Sim... hoje estou morrendo Lívia Maria e amanhã acordarei Lívia Maria. Obvio! Ou não! (esse tal de “ou não” me confunde!)
Eu já morri de ódio, de fome, de sede, de tesão, de tristeza, alegria, marasmo, empolgação, de vergonha, também já morri de tédio, de comodismo, de fome de novo, impaciência, de tanto sarcasmo, já morri também de solidão,já morri por você e por tantos outros... Já morri, de fato, mortes morridas e mortes matadas.
Morro e ressuscito a cada dia desses longos (ou não) anos de vida. Morro uma e acordo outra com a mesma cara, os mesmos trejeitos, os mesmos vícios, as mesmas tolices, mas sim, sou outra. Acordo Lívia Maria de mais um dia! De mais um choro, de mais um verso, de mais um riso, de mais um copo... Lívia Maria, de menos desprezo, de menos lamúrias, de menos indagações, de mais respeito, de mais vontade, resumindo, de mais amor! (E bota mais amor nisso!)