
Eu me sinto feliz por vários outros acontecimentos, eu me sinto feliz por ter um coração, um ouvido... Meus órgãos todos aliados a mim!
Um coração, não um único, nem mil, um só, sólido, solo, saudoso, sonhador coração! Iludido? Talvez... Vazio? NUNCA! Em letras garrafais!
Sozinho por quê? Por onde? Como? Quando?
Quantos privilégios descubro em fazer essas mínimas perguntas! E outra, pra que perguntar? Pra que questionar? Com que propósito?
Eu ouço sussurros, a chuva, grunhidos, temores. Eu sinto o frio, o calor, o fervor. Eu sinto fome, cheiros, rancor. Eu tenho tato, pela pele, pelo olfato. Eu falo bobagens, verdades, e mais uma vez, vontades.
Eu sou escrava de mim, rendida a cada “Sim”, a cada “Não”, a cada “Talvez”, a cada “Nunca se sabe” e principalmente a cada “Eu entendo”.

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