quinta-feira, 15 de dezembro de 2011



Hesito mil vezes antes de dizer-lhe algo. Não sei se é bobeira ou apenas prevenção de algo desagradável, mas me privo muitas vezes de desejar-lhe um simples BOM DIA!

Quando dizem por aí que sempre é necessário se falar a respeito do amor, eu contradigo! Amor pra mim vai além de simplesmente dizer, ser amado, deixar de amar, amar, no passado, no futuro, sozinho... Enfim, o amor é conjugado fora das regras gramaticais, porque de fato, para ele existir, é necessário que nos apropriemos de vários outros sentimentos! Não se ama sem sofrer, sem jurar, sem cuidar, sem dar mais uma chance, sem estar apto ao que não se conhece, desavenças, sem querer pra sempre! E assim sempre será, e alguns dizem amém!

Gostaria de ao menos especificar o que sinto a respeito do que te conheço, mas esta é uma tarefa consideravelmente difícil, pois sei que você quer que eu não te conheça tanto assim.

Você é o companheiro mais sozinho que eu já tive a oportunidade de conhecer, me diz tudo às luzes da incerteza, uma coisa solitária, forças que não me mantém convictas do sentimento que às vezes poderia ser devolvido, gratuito ou obrigatoriamente!

Menino, moço, amor, psiti, moleque, pessoa, enfim, qualquer pronome que eu seja capaz de enunciar para me referir a você sempre será um pedaço de mim (a não ser que eu esteja usando de palavras de baixo calão), por enquanto, és parte presente e constante , sem me sufocar, sem te assustar... cada um com seu endereço, cada um com seus anseios, cada um com suas pretensões, mas eu, não sei se diferentemente de você, de alguma forma estarei esperando por você até que não seja tarde!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

WARNING!


Hoje em dia é comum cada vez mais ouvirmos as seguintes palavras: Nossa, como tá caro! Tudo subiu de preço, combustíveis, alimentação, itens de vestuário, um simples lazer, cada vez mais reclamamos, cada vez menos usufruímos.

Reclamam, reclamam e reclamam e por incrível que pareça, pagam até para reclamar! Tantos SACs, 0800s, Procons e ainda assim, falta onde e como reclamar! Vivemos no tempo que até os serviços de reclamações tem recebido reclamações.

Tornou-se modal reclamação, não só materialmente falando, mas também, no âmbito sentimental. Homens reclamando de mulheres, mulheres reclamando de meninos, meninos reclamando das mães, mães reclamando dos esposos, esposos que reclamam do chefe, que reclama do futebol, que reclama do técnico... Melhor parar por aí!

Reclamar tornou-se a bola de neve mais legal de todos os tempos! Em todas as redes sociais há reclamações por inveja, falta de atenção, de sorte, de dinheiro, reclamações por invasão de privacidade, falta de noção, de saudades, de possíveis criticas, de certos incômodos, falsidade então... É do que mais reclamam! Tudo é falso, tudo é medíocre, vil, podre, imoral, irreal, não existe mais ninguém verdadeiro, o amor está cada vez mais distante, as pessoas legais moram longe, aliás, tudo está ficando longe, tão longe que tudo o que se tem a fazer é reclamar, e reclamar bem alto, para que um coração possa enfim, ouvir o outro. Os ouvidos cada vez mais cheios, os corações cada vez mais vazios! Triste! E concluo que, na realidade, tanta reclamação nada mais é do que puro clamor! Sim, quem muito reclama na verdade o que inconscientemente faz é clamar! Clamando piedade de si próprios, clamando por ouvir menos e sentir mais!

A realidade é que apenas estamos enxergando o preço das coisas, e não seu real valor! O apreço, aquela velha coisa chamada consideração, carinho, respeito, o cuidado e todos os seus deliciosos sinônimos! É por isso que eu clamo, e por isso, não reclamo!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


Dispenso justificativas, fazer isso por causa daquilo ou dizer isso porque é lua minguante. Apesar das circunstancias vivo e ajo por mim mesma a mercê de mim mesma, independentemente do meu signo, ou da possível TPM. Sem desculpas, sem previa vontade, sem escândalos, com prazer!

Hoje sou assim, amanhã também serei, mais ou menos, mas sempre eu, com os gritantes defeitos e as quase ocultas qualidades, na destoante rotina de não saber o que fazer. Segundas de despedidas, terças de porres, quartas de dieta, quintas de muito sono, sextas sem opções, sábados staying alive, domingos de festa, segundas de alivio, terças, quartas, quintas, indo...

Todos os dias repletos de 24 horas preenchidos por mim sem espaço pra mais ninguém, egoísmo ou prioridades, ainda não aprendi a definir, bobeiras ou seriedades, inícios, fins e coisas inacabadas, um mundo que interfere indiretamente no produto final chamado eu.

Turbulentas calmarias e calmas turbulências, talvez brandos problemas ou difíceis indagações, sempre sozinha acompanhada de Deus aceitando tudo o que me é oferecido e tentando apenas não ficar doente nesse interminável teste de paciência e flexibilidade que a vida exige de nós. Com amor, só com amor, chega uma hora que é necessário crescer, encarar que apesar das mudanças em negrito, itálico e sublinhadas as pessoas continuam agindo igual. É como ouvi por ai: “É hora de alçar vôos mais altos”, to pronta pra assumir os riscos mas dessa vez estou mais confiante já que fui eu mesma quem dobrei meu paraquedas.

domingo, 25 de setembro de 2011


Eu não to a fim de afrontes, disputas, de meter a cara. Minha cara já foi metida faz tempo por muito menos ou muitos mais. Não quero mais experimentar os mesmos sabores escondidos em outras formas e cores. Testando, saboreando, meditando, sentindo, especificando, elucidando, resumindo, sentindo...

Um ciclo pertinente e inconveniente que me faz capaz de saber o que me faz padecer, ou quem sabe, perecer... findar-se, ou simplesmente ir... Ir sem ter pra quem voltar, ir sem ter em quem ficar!

Viver, na simples intenção da palavra, sofrer na justa emoção da circunstancia, ceder na injusta condição que nos pertence... Assim seguimos e sigamos, como nômades viajantes entre razão e emoção, como coadjuvantes diante das injustiças e insatisfações. Jogando com cautela sem nunca esquecer da diversão! “vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos divertir....”

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Good luck!


Não é que eu discorde da boa vontade das pessoas, mas às vezes não consigo ver sinceridade no dito sentimento de tais seres. Parecem coisas vãs, sem pretextos, sem fundamento ou qualquer tipo de lógica, parece falso, inexato, incapaz, incomparável aos meus... Meus sentimentos são tão afloráveis e inesperados que às vezes nem sei direito como agir diante deles, pareço tola e inexperiente apesar dos tantos anos. Logo eu que me privo de falar o que não querem ouvir, fico parecendo marionete diante das circunstâncias.

E assim vai, eu e a indignação andando lado a lado, ouvindo falar de Deus por pessoas que às vezes não sabem reconhecer o Deus que em mim vive, sentindo ser sugada por aqueles que pensar ter Jesus como zelador de suas vidas, mas só o acusam de ter-lhe dado uma oportunidade.

Não acredito que haja pessoas que não orem, mas repudio as pessoas que oram, mesmo que iludidas, pelo Deus que lhe convém, é fácil ser quem somos sozinhos, difícil é se estender a alguém! Difícil é ser quem somos diante do que é certo e talvez até sucumbir ao que é errado, difícil é assumir que não somos tão bons assim!

Eu acredito que as palavras certas vem de pessoas também certas, dada uma hora, lugar ou contexto, mas se isolarmos o caso, tudo o que foi dito foi em vão. O que é certo é eterno, o justo é eficaz, o cuidado vem desde sempre. Isso não nos evitará possíveis desconfortos ou decepções, mas a íntima sensação de dever cumprido é o mérito que devemos reconhecer diante de tantas injustiças. Nossos triunfos, só nossos, aqueles que a gente não expõe, aliás, nem nos é capaz, é a aquela leve e serena sensação de simplesmente deitar e dormir! Como é bom!

Cansei de me arriscar, de tentar mover montanhas, mudar o mundo ou simplesmente lavar a louça, quero fazer o que me der e convier. Pegar uma mala e sair por aí, ou deitar a tarde e deixar-me iludir, correr riscos, leves doses de adrenalina, altas doses de endorfina, ser quem sou ou talvez experimentar quem não sou! Who cares?

Vou orar, rezar, pedir, enfim, traduzam como quiserem, para que eu, no mínimo não me corrompa, me sinta capaz, não me acovarde, que tudo de melhor me influencie, me contamine, só não interfira no ser que eu sou.

Minha fé, religião, preceitos, crendices, regras, princípios, prazeres, conveniências, modos, tempos, concordâncias, passado, presente e futuro somente a mim pertencem e a partir de agora não é mais admitido tentar intervir a respeito disso. São minhas manias, meus jeitos, meus disfarces, minhas taras, taras minhas. Minhas obrigações, meu papel, não estou num palco de um show que tem hora pra acabar, então, se não estiver satisfeito comigo, me elimine de vez da sua novela!